Sua empresa deve assinar um SaaS (Software como Serviço) ou investir em um sistema próprio sob medida? Descubra as vantagens, desvantagens e o comparativo de custos a longo prazo para tomar a decisão certa.
SaaS (Software as a Service) é um modelo de distribuição de software onde a empresa paga uma mensalidade para acessar o sistema pela internet, sem precisar instalar nada. O fornecedor é responsável pela hospedagem, manutenção, atualizações e segurança da plataforma.
É como alugar um imóvel: você usa enquanto paga, mas não é proprietário. Se parar de pagar, perde o acesso. As personalizações são limitadas ao que o fornecedor oferece, e seus dados ficam nos servidores de terceiros.
Exemplos populares de SaaS no Brasil:
Sistema próprio (ou software sob medida) é uma solução desenvolvida exclusivamente para a sua empresa, com funcionalidades, fluxos e regras de negócio criadas sob medida para atender suas necessidades específicas.
É como construir a casa dos seus sonhos: você define cada detalhe, é proprietário do código e dos dados, e pode evoluir o sistema conforme o negócio cresce. O investimento inicial é maior, mas não há mensalidades recorrentes ao fornecedor do software.
Quando empresas optam por sistema próprio:
Comparamos os dois modelos em mais de 10 critérios fundamentais para ajudar você a decidir qual é a melhor opção para a realidade da sua empresa. Não existe resposta universal — a escolha ideal depende do seu contexto.
O SaaS é uma excelente opção em diversos cenários. Reconhecer quando ele é a melhor escolha é tão importante quanto saber quando ele não atende. Veja as situações em que o modelo SaaS tende a ser mais vantajoso:
Startup em validação: Se você ainda está validando o modelo de negócio, não faz sentido investir em sistema próprio. Use SaaS para operar enquanto valida, e migre quando o negócio estiver consolidado.
Processos padronizados: Se sua empresa segue processos comuns ao seu segmento (contabilidade, RH, CRM básico), um SaaS bem estabelecido já resolveu esses problemas e oferece um produto maduro.
Equipe pequena: Empresas com menos de 10 usuários geralmente encontram SaaS com mensalidades acessíveis, tornando o custo-benefício favorável comparado ao investimento em sistema próprio.
Urgência de implantação: Quando você precisa de um sistema funcionando em dias, não em meses, o SaaS é a escolha natural. A agilidade na implantação pode ser decisiva em momentos críticos.
Orçamento limitado inicialmente: Se o fluxo de caixa não permite o investimento inicial em desenvolvimento, o SaaS permite começar com custo mensal reduzido e planejar a migração futura.
O sistema próprio se justifica quando o software é estratégico para o negócio ou quando as limitações do SaaS começam a custar mais do que economizam. Veja os cenários em que o investimento em software sob medida é mais vantajoso:
Processos únicos e complexos: Se seu negócio tem regras de negócio específicas que nenhum SaaS atende (cálculos tributários especiais, fluxos de aprovação complexos, lógicas proprietárias), o sistema próprio é o caminho.
Muitos usuários: Quando sua equipe tem 30, 50 ou 100+ usuários, a mensalidade do SaaS por usuário se torna proibitiva. Um sistema próprio elimina o custo por usuário e se paga rapidamente.
Integrações específicas: Quando você precisa integrar com sistemas legados, ERPs específicos, APIs internas ou equipamentos industriais, o sistema próprio permite criar qualquer integração necessária.
Software como produto: Se o software é o seu produto (SaaS para terceiros, plataforma, marketplace), ele precisa ser 100% seu. Não faz sentido construir seu negócio sobre o software de outro.
Segurança e compliance: Setores regulados (saúde, financeiro, governo) frequentemente exigem controle total sobre dados, infraestrutura e conformidade com normas específicas — algo que só o sistema próprio oferece.
Para tornar a comparação mais concreta, simulamos os custos acumulados de cada modelo ao longo de 5 anos, considerando uma empresa de médio porte com 25 usuários. Os valores são ilustrativos e baseados em médias do mercado brasileiro.
Mensalidade por usuário: R$ 150/mês
Usuários: 25
Custo mensal: R$ 3.750
Custo anual: R$ 45.000
Ano 1: R$ 45.000
Ano 2: R$ 90.000 (acumulado)
Ano 3: R$ 135.000 (acumulado)
Ano 4: R$ 180.000 (acumulado)
Ano 5: R$ 225.000 (acumulado)
* Sem considerar reajustes anuais (que podem chegar a 10-15%)
Desenvolvimento: R$ 15.000 (investimento único)
Hospedagem: R$ 150,00/mês
Manutenção anual: R$ 150,00/mês
Custo anual (após ano 1): R$ 18.000
Ano 1: R$ 18.000 (desenvolvimento + hospedagem + manutenção)
Ano 2: R$ 36.000 (acumulado)
Ano 3: R$ 54.000 (acumulado)
Ano 4: R$ 72.000 (acumulado)
Ano 5: R$ 90.000 (acumulado)
* Economia de R$ 55.000 em 5 anos + propriedade total do software
Nesta simulação, o ponto de equilíbrio (break-even) ocorre entre o segundo e o terceiro ano. A partir daí, o sistema próprio se torna progressivamente mais econômico. Em 5 anos, a economia é de R$ 55.000 — e isso sem considerar os reajustes anuais do SaaS, que poderiam elevar essa diferença para R$ 80.000 ou mais.
Além da economia financeira, o sistema próprio oferece vantagens intangíveis: personalização total, independência do fornecedor, propriedade intelectual do código e controle absoluto sobre os dados.
É importante ressaltar que esta análise assume uma empresa com 25 usuários. Para empresas menores (5-10 usuários), o SaaS tende a ser mais vantajoso por mais tempo. Para empresas maiores (50+ usuários), o sistema próprio se paga ainda mais rápido. Saiba mais sobre os custos de desenvolvimento.
Quer uma análise personalizada para a realidade da sua empresa? Na DF Informática, ajudamos você a tomar a melhor decisão com base em dados concretos do seu negócio.
Solicitar Análise PersonalizadaNão necessariamente. No curto prazo (1-2 anos), o SaaS costuma ser mais acessível por não exigir investimento inicial. Porém, ao longo de 5 anos, a soma das mensalidades frequentemente supera o custo de desenvolvimento de um sistema próprio, especialmente para empresas com muitos usuários ou necessidades específicas de personalização.
Sim, mas a migração pode ser complexa dependendo do SaaS. Os principais desafios são a exportação dos dados (nem todos os SaaS permitem exportação completa), a adaptação de processos que foram moldados pelo SaaS e o treinamento da equipe no novo sistema. Planeje a migração com antecedência e escolha um SaaS que permita exportação de dados.
Depende do fornecedor. SaaS de empresas consolidadas geralmente investem pesado em segurança. Porém, seus dados ficam nos servidores de terceiros e você depende das políticas de privacidade deles. Com um sistema próprio, você tem controle total sobre onde os dados são armazenados e quais medidas de segurança são implementadas.
Depende do escopo. Um MVP pode ficar pronto em 4 a 12 semanas. Um sistema completo pode levar de 3 a 8 meses. A vantagem é que você pode começar a usar módulos conforme ficam prontos, sem esperar o sistema inteiro. Na DF Informática, trabalhamos com entregas incrementais para acelerar o retorno do investimento.
Os sinais mais claros são: quando a mensalidade do SaaS já é muito alta e tende a crescer, quando você precisa de funcionalidades que o SaaS não oferece e não vai implementar, quando precisa de integrações específicas com outros sistemas da empresa, ou quando questões de compliance e LGPD exigem controle total sobre os dados.